Sábado, 16 de Abril de 2005

APROVEITE CADA MOMENTO

meninoseviola.jpg

Um amigo meu abriu a gaveta da cómoda da sua esposa e pegou num pequeno pacote embrulhado com papel de seda:

"Isto - disse - não é um simples pacote." Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa.

"Ela comprou isto na primeira vez que fomos a Nova York, há uns 8 ou 9 anos.

Nunca o usou. Estava a guardar para uma ocasião especial. Bem, creio que esta é a ocasião.

Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com as outras roupas que ia levar para a funerária, a esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse:

"Não guardes nada para uma ocasião especial. Cada dia que se vive é uma ocasião especial".

Ainda estou a pensar que estas palavras já mudaram a minha vida Agora estou a ler mais e a limpar menos.

Sento-me no terraço e admiro a vista sem me preocupar com as pragas.

Passo mais tempo com a minha família e menos tempo no trabalho. Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver.

Já não guardo nada.

Uso os copos de cristal todos os dias. Se me der vontade ponho uma roupa nova para ir ao supermercado. Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho vontade.

As frases "algum dia..." e "qualquer dia..." estão a desaparecer do meu vocabulário.

Se vale a pena ver, escutar ou fazer, quero ver, escutar ou fazer agora. Não sei o que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria aqui na próxima manhã, coisa que todos nós ignoramos.

Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos. Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado.

Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas estão limitadas.

Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar cartas... cartas que pensava escrever "qualquer dia destes". Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e aos meus filhos, com suficiente frequência, que os amo.

 Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas. E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este pode ser um dia especial.

Cada dia, cada hora, cada minuto, é especial.

Querido leitor …

Se está a ler isto, foi porque eu li este artigo num site e me alertou e talvez vos possa alertar também.

Se está a gastar alguns minutos para ler isto.

Pense um pouco se é dos que dizem…"um dia destes", pensa que este "um dia" está muito distante... ou pode não chegar nunca...

publicado por Princesa às 01:33
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9 comentários:
De Anónimo a 11 de Maio de 2005 às 22:49
QUERIA SER O TEU SONHO...

... Em frente ao espelho da cómoda do teu quarto, sentada num banquinho forrado a tecido de cortinado vermelho, penteavas os teus cabelos, num ritual que funciona mesmo sem dares por isso...
... a escova passava ora uma, ora duas vezes, de cima para baixo e alisava os teus cabelos sedosos, cor de mel e de marfim... brilhavam no espelho e te revias momento a momento numa expectativa de mudança, o que não acontecia pois não podias ficar mais bela do que aquilo que já eras... a beleza em ti não residia nem morava ... era!...
... a tua camisa de noite, acetinada bege, de rendas sobre o peito alvo de seios firmes e redondos, deixava transparecer a cor da tua pele suave e doce ao olhar sem ser preciso tocar...
... a tua cama de lençóis de prata, aguardava o teu corpo numa ânsia lasciva de quem à noite, só, te espera num desespero de intocabilidade ... e tu, demoravas...
... da cómoda tiraste um frasquinho de perfume e te ungiste com ele o que provocou um agradável respirar a todos os móveis que te rodeavam ... e a tua cama, ansiava pela tua presença... e o teu corpo demorava a conceder-lhe esse desejo...
... levantaste-te de fronte do espelho e te miraste novamente de corpo inteiro e gostaste da tua imagem alva e bela naquele quarto iluminado pela tua presença ... olhaste de soslaio e ... sorriste ...
... sentaste-te na beira da cama e esta suspirou docemente perante a antevisão de que em breve te possuiria. Tiraste os teus pézinhos leves de dentro dos chinelos de cetim vermelho, levantaste um pouco o lençol e te entregaste total e lentamente ao prazer de estender do teu corpo e da entrega final ao teu leito...
... a tua cama nem sequer se mexeu ... aquietou-se para não te perturbar, para que não te arrependesses daquilo que acabaras de fazer, com medo que te levantasses e ela te voltasse a perder...
... a tua cama inspirou baixinho a fragrância do cheiro da tua pele e deixou-se ficar aguardando o teu próximo movimento...
... deitada de bruços te deixaste finalmente ficar e tua cabeça leve pousada de mansinho na almofada, arfava lentamente o teu respirar de prazer por mais uma noite de descanso... e de sonhos...
... teus olhos semicerrados viram a lâmpada acesa e teu braço se estendeu ao interruptor da mesinha de cabeceira para a desligar. Os teus movimentos eram propositadamente lentos para que o tempo demorasse ainda mais do que aquele que já existia...
... e a tua cama sentia... na obscuridade do teu quarto, teus olhos semicerrados olharam o tecto e se fixaram na sua alva cor que permitia uma réstia de luz no meio da escuridão...
... olhaste a janela e pelas frinchas da persiana, divisaste a luz cinzenta duma lua crescente ... avizinhava-se uma noite de lua cheia e teu corpo descansou por um momento... a tua cama então suspirou e te abraçou fortemente...
... em suas mãos te acabavas de entregar... e o sono chegou.... adormeceste...
... não sei mais o que se passou... a noite decorreu, teu corpo diversas vezes se moveu...
... a tua cama não se movia, com receio de te acordar; abraçava-te sempre para não te deixar fugir ... sentia-te sua e possuía-te num sonho imenso de impossibilidade, de impotência, de raiva, por não te conseguir ter tendo-te ali...
... tua mente adormecida, movia-se e sabia-se que sonhavas...
... a tua cama te tinha ... ali, indefesa, sozinha...
... sonhavas e eu aqui, nada mais te pedia ... nada mais desejava...
... queria apenas ser o teu sonho..
Manuel Fi.
</a>
(mailto:morfifi2001@free.fr)
De Anónimo a 6 de Maio de 2005 às 17:06
Cada dia tem o seu encanto especial.Devemos vivê-lo como se do último se tratasse.Bom fim de semana.Agostinho
(http://arteagostinho.blogs.sapo.pt)
(mailto:ag_silva@hotmail.com)
De Anónimo a 3 de Maio de 2005 às 00:34
Cada dia tem que ser vivido e amado o mais e melhor possivel. O tempo não volta atrás. beijinhosgrilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grilinha@gmail.com)
De Anónimo a 23 de Abril de 2005 às 11:51
Um bom fim de semana!! Jocaspanpanisca
(http://panpanisca.blogs.sapo.pt)
(mailto:panpanisca@sapo.pt)
De Anónimo a 22 de Abril de 2005 às 02:35
Excelente Final de Semana!
Com muito sol e muito amor!♥
Bjks
♣Cris Feitosa♣
Cris feitosa
(http://feitosacris.zip.net)
(mailto:feitosacris@yahoo.com.br)
De Anónimo a 20 de Abril de 2005 às 19:11
Claro q concordo com o texto q já conhecia, claro q concordo com os comentários aqui feitos, m n basta dizer q é verdade, ou q se tem toda a razão. Isso é fácil... difícil é realmente viver estas palavras... lanço a todos o desafio, a começar por mim!Funny
(http://luznaescuridao.blogspot.com)
(mailto:funnynovato@hotmail.com)
De Anónimo a 20 de Abril de 2005 às 11:18
temos de aproveitar o hoje e agora porque amanha pode ser tarde demais!! é lindo este texto n canso de o ler
bjsarlequim
(http://carlequim.blogs.sapo.pt)
(mailto:carlequim@sapo.pt)
De Anónimo a 17 de Abril de 2005 às 22:06
Olá Princesa. :)
Realmente nunca poderemos deixar para mais tarde, nunca para depois. Um dia poderá ser tarde demais.
Bjitos (há tanto que não vinha cá, a culpa foi de não te ter nos links, o que vou remediar de imediato)Anjo do Sol
(http://palavrasapenas.weblog.com.pt)
(mailto:anjo.do.sol@sapo.pt)
De Anónimo a 16 de Abril de 2005 às 20:04
muito bem escrito.parabéns. costumo vir ao blogue algumas vezes! beijinhos.
ana ritaana rita miranda
</a>
(mailto:anaritamx@hotmail.com)

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